Viagem pela Islândia de carro
Islândia em 8 dias. Na rota-cachoeiras, geleiras, praias Negras, pequenas cidades e vários outros lugares.
🗓 2026-09-02 — 2026-09-09
8 dias
Primeiro dia. Reykjavik e conhecer o carro
Há muito tempo que queria conhecer a Islândia de carro. Parecia-me que este país tinha sido feito para uma viagem de carro: você dirigia, ligava o navegador, pegava um café e ia para um lugar onde cachoeiras, praias Negras, Montanhas, ovelhas e algumas paisagens completamente alienígenas apareciam do lado de fora da janela. Nas fotos, tudo parecia tão bonito e calmo que, de alguma forma, decidi que o desafio principal seria sobre as estradas, não sobre o clima, o vento e meu próprio desejo de parar a cada segunda curva. Acabei por passar oito dias na Islândia e fiz uma grande viagem pela costa sul, e vi cachoeiras famosas, geleiras, praias Negras, pequenas cidades e alguns lugares que não conhecia antes da viagem. Quase todos os dias acontece algo que não estava no plano original, mas são esses momentos que agora são mais lembrados. Aluguel de carros Quando cheguei, peguei o carro alugado e fiquei sentado no estacionamento por um tempo, acostumando-me com a ideia de que esse carro agora seria meu parceiro principal na próxima semana. Eu olhei para a rota com antecedência, baixei mapas e até verifiquei várias vezes exatamente para onde ir, então me senti bastante confiante. No entanto, a confiança ficou um pouco abalada quando vi a previsão do tempo e percebi que a palavra "vento" na Islândia pode não significar o que eu estava acostumado a entender por isso. Laugavegur, rua no centro de Reykjavík Eu decidi passar o primeiro dia em Reykjavik, para não começar a viagem imediatamente a partir de uma grande destilação. A cidade acabou por ser bastante calma, compacta e nada parecida com as capitais europeias às quais estou acostumado, e depois de algumas horas de caminhada, gostei especialmente de simplesmente andar pelas ruas sem um propósito específico. Olhei para o café, caminhei ao longo do Passeio Marítimo, olhei para a arquitetura local e gradualmente comecei a perceber que a Islândia não se pareceria com a viagem que eu tinha imaginado. Então eu voltei para o hotel e comecei a fazer a coisa mais importante da viagem – arrumando as coisas para que eu não procurasse nada de manhã. Claro, de manhã, descobriu-se que era a coisa certa que eu tinha colocado em algum lugar completamente ilógico, então os primeiros dez minutos do novo dia não passaram entre cachoeiras, mas na companhia de uma mala aberta.
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Segundo dia. O anel de ouro e as primeiras cachoeiras
No segundo dia, finalmente parti para a estrada. A primeira grande parte da rota foi o anel de ouro da Islândia, e logo depois de sair de Reykjavik, percebi por que vale a pena ir de carro. A cidade desapareceu atrás das costas, montanhas, campos, água e uma infinita sensação de espaço, quando parece que não há nada à frente, exceto uma estrada. Parque Nacional Tingvetlir A primeira parada séria foi Tingvetlir. Cheguei lá muito cedo, então não havia muitas pessoas e você podia caminhar calmamente pela área, olhar para a paisagem e se acostumar com a escala local. Na Islândia, em geral, você rapidamente deixa de se surpreender com o fato de que um lugar que parece um pequeno ponto no mapa, na realidade, é um grande espaço no qual você pode andar por muito mais tempo do que o planejado. Geysir Depois fui até Gaiser e Gullfoss Falls. Gullfoss é especialmente lembrado, porque nas fotos ele é bonito, mas ao vivo há também o som da água, vento e pequenos respingos, o que explica instantaneamente por que você não deve fingir ser uma pessoa que veio à Islândia apenas para a foto perfeita por muito tempo. Cachoeira Gullfoss À noite, eu estava um pouco cansado e percebi uma coisa importante: as distâncias na Islândia São melhor percebidas não como uma viagem normal entre dois pontos, mas como uma parte separada da viagem. Aqui você pode percorrer um pouco o mapa, mas parar cinco vezes, porque há uma nova paisagem do lado de fora da janela, e dizer a si mesmo "Ok, mais uma parada" torna-se quase impossível.
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Terceiro dia. Cachoeiras, praia negra e Vic
No terceiro dia, continuei em direção ao sul. Esta parte do percurso foi uma das mais belas, porque a estrada passava constantemente por paisagens que eu só tinha visto em documentários. Do lado de fora da janela havia campos verdes, montanhas, cachoeiras e pequenas casas, e às vezes a estrada ficava tão longe de tudo o que era habitual que eu queria parar apenas para perceber exatamente onde eu estava. Cachoeira Seljalandsfoss A primeira grande impressão foi a cachoeira Seljalandsfoss. Você pode chegar muito perto dele, e eu, é claro, decidi que, se eu vim aqui, eu deveria ir o mais próximo possível da água. Depois de alguns minutos, eu já estava molhado e satisfeito, tentando entender por que eu não tinha ouvido a voz interior, que era bastante razoável para sugerir ficar um pouco mais longe. Skougafoss O próximo foi Skougafoss. Aqui, eu já agi com mais cuidado, mas ainda passei muito mais tempo do que pretendia. Em algum momento, simplesmente sentou-se na loja e olhou para a água, porque depois de algumas horas dirigindo, essas paradas se tornam tão importantes quanto os próprios pontos turísticos. Black rainisfyar Beach Depois disso, dirigi-me para a Praia Negra de Rainisfyar, perto de Vic. Era um daqueles lugares onde a fotografia não transmite a atmosfera. A areia preta, as ondas enormes, as colunas de basalto e o céu cinzento fizeram-me sentir como se estivesse no cenário de um filme fascinante, só que em vez da equipe de filmagem, eu estava com um capuz que o vento estava tentando tirar da cabeça. Ervilhaca Cheguei a Vic mais tarde à noite e percebi que ficaria aqui durante a noite. Nesses momentos, você entende especialmente bem a vantagem do carro: você não precisa voltar a Reykjavik toda vez, você pode simplesmente escolher uma pequena cidade ao longo da rota, encontrar Acomodação e continuar a viagem pela manhã.
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Dia quatro. Geleira e estrada ao longo do oceano
O quarto dia começou calmamente, mas depois de algum tempo depois de sair, comecei a parar novamente a cada poucos quilômetros. A Islândia sabe fazer uma coisa muito desagradável com um turista: você acha que já viu a paisagem mais bonita da viagem, e dez minutos depois o próximo aparece e o anterior de repente se torna apenas "bem, também não é ruim". Laguna Jeculsaurlone Nesse dia, eu me dirigi mais ao longo da costa sul em direção à Lagoa glacial Jeculsaurlone. A estrada tornou – se ainda mais impressionante, e ao redor havia uma sensação do Norte real-muito espaço aberto, montanhas, geleiras e oceano. Eu estava dirigindo mais devagar do que a estrada permitia, porque eu sempre queria olhar para os lados. Quando finalmente vi a lagoa glacial, parei o carro e fiquei sentado por alguns minutos sem sair. Pedaços de gelo flutuavam na água, montanhas se erguiam ao redor, e tudo parecia tão incomum que o cérebro levou um pouco de tempo para aceitar o que estava acontecendo como realidade. Diamond Beach Depois, caminhei ao longo da água e, em seguida, fui para a Diamond Beach, onde pedaços de gelo estão na areia preta. O nome parece um pouco turístico, mas para ser honesto, ao vivo, realmente se encaixa neste lugar. Era especialmente bonito quando o gelo refletia a luz, e o oceano rolava na costa e gradualmente levava pequenos pedaços de volta à água. À noite, voltei para o hotel e percebi que durante o dia quase não falava com ninguém, exceto com os funcionários do café e comigo mesmo. Mas falar comigo mesmo ao volante foi suficiente, especialmente quando eu disse em voz alta várias vezes: "ok, de certeza que vamos para lá?».
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Quinto dia. A estrada, o vento e um pequeno contratempo
O quinto dia tornou-se o dia que, a princípio, parece normal, e então é lembrado com um sorriso. De manhã, o tempo estava normal, mas depois de algumas horas o vento se intensificou visivelmente. Na Islândia, o vento não é apenas um fenômeno climático que interfere ligeiramente no penteado, mas um participante de viagem bastante completo, que às vezes faz com que você monitore muito de perto a porta do carro. Plataforma de observação Em algum momento, parei no deck de observação, abri a porta e recebi uma rajada de vento que imediatamente lembrei de todas as recomendações para tratar o carro com cuidado. Depois disso, abri a porta com tanta atenção, como se custasse mais do que o próprio carro. Mas foi nesse dia que me permiti desviar um pouco da rota e parar em pequenos lugares que não eram os principais pontos do programa. Eu gostei do fato de que a Islândia fora das atrações populares não está se tornando menos interessante. Pequenas estradas, fazendas, casas individuais, ovelhas perto da pista e montanhas no horizonte às vezes não causam menos impressão do que lugares famosos. À noite, fiquei em uma pequena casa de hóspedes. O quarto era simples, mas depois de algumas horas de viagem, parecia quase luxuoso, especialmente quando percebi que poderia tirar os sapatos, colocar a chaleira e não ir a nenhum outro lugar hoje. Nas viagens, um estranho sistema de valores aparece em geral: uma cama comum, depois de uma longa viagem, de repente se torna o principal objeto do programa turístico.
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Sexto dia. Retorno a Reykjavik
No sexto dia, comecei a voltar gradualmente para a capital. Parece que o mais interessante já passou, mas foi aqui que percebi que uma viagem de estrada pela Islândia Não pode ser dividida em "atrações" e "movimentos". A passagem em si se torna parte da rota, porque a estrada está constantemente mudando a imagem diante dos olhos. Centro De Reykjavík Parei várias vezes para tomar um café e olhar para a paisagem ao meu redor. No começo, parecia que eu estava perdendo tempo, mas depois percebi que foi por causa desses momentos que eu peguei o carro, e não apenas vim para uma cidade e fui em excursões. Cachoeira Howifoss No caminho, parei em vários outros pontos naturais e vi novamente cachoeiras, que já deixei de contar. Em algum momento, eu até me peguei pensando que eu estava passando pelas Cataratas quase tão calmamente quanto eu estava passando por uma loja normal em casa. No entanto, ele parou de qualquer maneira em um minuto, porque a consciência do turista não permitia apenas passar. À noite, voltei para Reykjavik. Depois de alguns dias de estrada quase constante, a cidade me pareceu inesperadamente animada, embora objetivamente permanecesse bastante calma. Fui dar um passeio pelo centro, jantei e, pela primeira vez em alguns dias, não coloquei o despertador muito cedo.
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Sétimo dia. Reykjavík sem pressa
No sétimo dia, decidi ficar praticamente sem carro. Depois de alguns dias dirigindo, eu queria apenas caminhar, ir a algum lugar na estrada e não olhar para o navegador a cada poucos minutos. Caminhei sem rumo por Reykjavik, olhei para as lojas, sentei-me em um café e apenas observei a cidade. Depois das paisagens naturais dos dias anteriores, foi bom voltar à vida normal da cidade, mas mesmo aqui a Islândia conseguiu se lembrar de sua arquitetura incomum, clima e alguma sensação muito especial de espaço. À noite, comecei a fazer as malas e descobri que, de alguma forma, tinha acumulado uma coleção de coisas pequenas no carro: garrafas de água, embalagens para lanches, cheques, um cartão, Carregadores e vários outros itens cujo propósito eu não me lembrava mais. Naquele momento, percebi que o carro havia se transformado em uma pequena versão do meu quarto de hotel em uma semana e decidi arrumar as coisas. Não foi tão difícil, mas também não foi fácil. Valeu a pena, assim como toda a viagem que estava chegando ao fim.
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День восьмой. Последняя дорога и прощание с Исландией
Последний день оказался немного странным. Я вроде бы уже устал от дороги, но одновременно совсем не хотел возвращать машину и заканчивать путешествие. За восемь дней я привык к тому, что утром нужно посмотреть погоду, проверить маршрут, залить кофе в термокружку и ехать туда, где впереди снова появится что-нибудь неожиданное. Я специально оставил немного времени перед вылетом, чтобы не превращать последний день в нервную гонку. По дороге в аэропорт ещё несколько раз остановился, посмотрел на пейзажи и поймал себя на мысли, что теперь воспринимаю Исландию совершенно иначе, чем в первый день. Когда я сдавал автомобиль, было немного жалко расставаться. За эту неделю он стал практически частью путешествия: в нём я слушал музыку, спорил с навигатором, ел купленные по дороге перекусы, пережидал дождь и несколько раз произносил вслух фразу «ну здесь мы точно остановимся». Что я понял после этой поездки Исландия на автомобиле – это путешествие, где невозможно полностью контролировать маршрут. Можно заранее забронировать гостиницы, составить список водопадов, отметить на карте красивые места и даже примерно рассчитать время в дороге, но потом появляется ветер, дождь, закрытая дорога, неожиданно красивый поворот или просто желание остановиться и посмотреть на горы. Мне понравилось именно это ощущение свободы. Я не пытался поставить галочку напротив каждого места, а постепенно учился оставлять пространство для случайностей. Иногда лучший момент дня случался не у знаменитой достопримечательности, а где-нибудь на обычной дороге, когда я останавливался, выходил из машины и несколько минут просто смотрел вокруг. Ещё я понял, что Исландия – страна, где автомобиль действительно меняет впечатления от путешествия. Ты не привязан к одному городу, можешь менять место ночёвки, останавливаться там, где хочется, и строить маршрут вокруг погоды и собственного настроения. Правда, вместе со свободой приходит ответственность: здесь особенно важно внимательно относиться к дорожным условиям, ветру и изменениям погоды, потому что природа довольно быстро объясняет, кто здесь главный. А главное, после этой поездки я понял одну простую вещь: Исландию невозможно нормально посмотреть, постоянно спеша. Можно составить идеальный маршрут и пытаться выполнить его минута в минуту, но тогда есть риск проехать мимо самого интересного. Иногда лучше свернуть на небольшую дорогу, остановиться у очередного водопада, выпить кофе из термокружки и просто постоять под ветром, думая о том, как вообще получилось, что я оказался посреди этой невероятной страны. Именно таким я и запомнил своё путешествие по Исландии: не как список достопримечательностей и километров, а как большую дорогу, в которой были водопады, ледники, чёрные пляжи, дождь, ветер, кофе на парковках, немного усталости и очень много моментов, когда я смотрел через лобовое стекло и думал: «Вот ради этого я сюда и ехал».
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