O Museu Mayer van den Bergh, em Antuérpia, nasceu da paixão de Fritz Mayer van den Bergh (1858–1901) pelo colecionismo de arte. Ele reuniu pinturas, esculturas, móveis, objetos do quotidiano, moedas e manuscritos antigos. Após a sua morte prematura, a mãe, Henriëtte van den Bergh, decidiu preservar a coleção em sua memória e abriu um museu em 1904.
A coleção distingue-se pela diversidade e pelo carácter pessoal. Não é apenas um conjunto de obras famosas, mas um reflexo dos gostos de um colecionador que estudava cuidadosamente a arte antiga e procurava objetos invulgares. Inclui pintura, escultura, artes decorativas e objetos históricos, muitos dos quais datam do final da Idade Média e do Renascimento.
Fritz Mayer van den Bergh e a sua coleção
Fritz cresceu numa família abastada de Antuérpia, onde a arte e a vida cultural eram valorizadas. Mais tarde, dedicou-se ao colecionismo e ao estudo de antiguidades. Comprava obras em leilões e interessava-se não apenas por peças famosas, mas também por objetos raros, com qualidades artísticas especiais ou histórias interessantes.
Os seus interesses abrangiam pintura e escultura, bem como mobiliário, tapetes, louça, moedas e manuscritos. Esta abordagem criou uma coleção que reúne diferentes estilos e épocas. Fritz morreu em 1901, aos 43 anos, e a mãe decidiu tornar o conjunto acessível ao público.
Um museu criado pela mãe
Henriëtte encarregou o arquiteto Joseph Hertogs de projetar um edifício dedicado à coleção. O museu foi construído entre 1901 e 1904, junto à residência da família, e inaugurado oficialmente em 17 de dezembro de 1904. Alguns elementos da coleção de Fritz foram integrados nos interiores, aproximando as obras de arte da arquitetura.
Inicialmente, o museu preservava o ambiente íntimo de uma coleção privada. Os objetos eram dispostos de forma a evocar uma casa antiga repleta de peças escolhidas cuidadosamente pelo seu proprietário. Painéis de madeira, móveis esculpidos, detalhes decorativos e vitrinas para objetos pequenos ou frágeis contribuíam para essa atmosfera.
Mad Meg e outras obras
Uma das obras mais conhecidas da coleção é «Dulle Griet», de Pieter Bruegel, o Velho, também conhecida como Mad Meg. Esta composição invulgar do século XVI está repleta de criaturas fantásticas e detalhes inquietantes. É considerada um dos grandes tesouros do acervo e atrai amantes da arte de todo o mundo.
A coleção inclui também pinturas, esculturas, imagens religiosas, artes decorativas e objetos históricos. Retratos, imagens devocionais antigas, mobiliário e peças de menor dimensão ajudam a imaginar a vida quotidiana de épocas passadas. A ausência de um único tema torna a visita especialmente interessante: obras de diferentes géneros, materiais e tradições artísticas encontram-se lado a lado.
Como visitar o museu atualmente
O edifício principal está encerrado para uma grande obra de restauro e ampliação. No entanto, é possível conhecer parte da coleção através da exposição temporária «Beloved. An intimate look at masterpieces», no Maagdenhuis, situado nas proximidades, em Lange Gasthuisstraat 33, Antuérpia. A exposição apresenta cerca de 90 obras, incluindo a «Dulle Griet» de Bruegel.
A exposição está prevista até 17 de setembro de 2028. Antes da visita, confirme as informações atualizadas e reserve online um bilhete para um horário específico. O futuro projeto irá ampliar o complexo museológico e ligá-lo ao edifício vizinho associado à história da família do colecionador.
O Museu Mayer van den Bergh é interessante não só pelas suas obras-primas, mas também pela história do homem que reuniu a coleção e da mãe que a preservou para as gerações futuras. Oferece uma perspetiva pessoal sobre a arte e permite descobrir o património artístico de Antuérpia do final da Idade Média e do Renascimento.
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