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Parque Nacional de Shiretoko

O Parque Nacional de Shiretoko fica no nordeste de Hokkaido, no Japão, em uma península que avança sobre o mar de Okhotsk. Seu nome costuma ser associado a uma expressão da língua ainu que significa “fim da terra”. O isolamento da região, o clima rigoroso e a diversidade dos ambientes naturais ajudaram a preservar alguns dos ecossistemas mais valiosos do Japão.

O parque foi criado em 1964. Em 2005, a península de Shiretoko e a área marinha ao redor foram incluídas na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO devido à interação excepcional entre os ecossistemas terrestres e marinhos. A região é conhecida por florestas densas, montanhas vulcânicas, cachoeiras, lagos e uma rica vida selvagem.

A península de Shiretoko e suas montanhas

A península é marcada por uma cordilheira que se estende entre o mar de Okhotsk e o oceano Pacífico. Seus principais picos têm origem vulcânica. O mais alto é o Monte Rausu, com 1.661 metros. Das encostas, é possível observar a costa, as florestas e o mar.

O parque se estende da parte central da península até o cabo Shiretoko. A paisagem inclui falésias íngremes, vales profundos, riachos de montanha e florestas quase intocadas. O relevo difícil torna algumas áreas remotas e ajuda a preservar seu caráter natural.

Os cinco lagos de Shiretoko

Uma das atrações mais conhecidas é o conjunto dos cinco lagos de Shiretoko, cercados por uma floresta antiga. As montanhas e árvores se refletem nas águas tranquilas. O local é popular para caminhadas e observação da natureza, especialmente durante o outono.

Há uma passarela elevada de madeira e trilhas no nível do solo. A passarela permite apreciar a paisagem, enquanto o acesso às trilhas é controlado de acordo com a estação e a atividade dos ursos-pardos. Em determinados períodos, pode ser necessário participar de uma orientação de segurança ou cumprir outros procedimentos. Consulte as regras atuais antes da visita.

Cachoeiras Furepe e Kamuiwakka

A cachoeira Furepe é frequentemente chamada de “lágrimas da donzela”. A água escorre por um penhasco diretamente em direção ao mar, e parte da queda pode congelar no inverno. É possível observá-la a partir de um mirante costeiro.

Mais para o interior fica a cachoeira Kamuiwakka, associada à atividade geotérmica. A água na parte superior pode ser morna devido à presença de fontes termais nas proximidades. O acesso é limitado e depende das condições das estradas, do ambiente natural e das regras vigentes.

Gelo marinho e mar de Okhotsk

Uma das características mais marcantes de Shiretoko é o gelo marinho à deriva que chega ao mar de Okhotsk durante o inverno. Esta é uma das regiões mais meridionais do Hemisfério Norte onde o gelo marinho aparece regularmente. Ele transporta nutrientes que favorecem o crescimento do plâncton e sustentam as cadeias alimentares costeiras.

A produtividade do mar influencia toda a península. Peixes, incluindo salmões do Pacífico, servem de alimento para aves e mamíferos. Durante a desova, os salmões sobem os rios e se tornam uma fonte importante de alimento para os animais terrestres. Assim, mar, rios e florestas formam um sistema natural interligado.

Ursos-pardos e outros animais

Shiretoko é conhecido por sua importante população de ursos-pardos. Também vivem na região cervos-sika, raposas, águias-marinhas-de-Steller, águias-de-cauda-branca e a rara coruja-pescadora de Blakiston. Nas águas costeiras podem ser encontrados focas, leões-marinhos-de-Steller e diferentes cetáceos.

Não se aproxime dos ursos para fotografá-los, não alimente animais selvagens e não deixe restos de comida. Antes de caminhar, verifique os avisos recentes sobre ursos e eventuais restrições temporárias nas trilhas.

Melhor época para visitar

O verão é adequado para caminhadas, visitas aos lagos e cachoeiras e passeios marítimos. No outono, as florestas ficam amarelas, alaranjadas e vermelhas. No inverno, visitantes vêm para observar o gelo à deriva e as montanhas cobertas de neve. Na primavera, o gelo recua gradualmente e a atividade natural volta a aumentar nos rios e nas águas costeiras.

Como chegar

Os principais pontos de acesso são Utoro, na costa oeste, e Rausu, no lado oriental da península. Utoro pode ser alcançada a partir do Aeroporto de Memanbetsu, enquanto Rausu tem acesso pelo Aeroporto de Nakashibetsu. Depois, é possível seguir de ônibus, táxi ou carro alugado. Os horários do transporte público variam conforme a estação.

O Parque Nacional de Shiretoko revela a estreita ligação entre oceano, rios, florestas e montanhas. O gelo à deriva, os picos vulcânicos, os animais selvagens e as costas remotas fazem dele uma das regiões naturais mais singulares do Japão.

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