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Museu do Genocídio de Tuol Sleng

O Museu do Genocídio de Tuol Sleng, em Phnom Penh, homenageia as vítimas do regime dos Khmer Vermelhos. Está instalado na antiga Escola Tuol Svay Prey, transformada em 1975 na prisão de segurança S-21 e centro de interrogatórios. Os edifícios preservados, as fotografias, os documentos e os objetos pessoais relatam um dos períodos mais trágicos da história do Camboja.

A história de S-21

Depois de conquistarem Phnom Penh, os Khmer Vermelhos estabeleceram um sistema de repressão contra pessoas consideradas inimigas do novo regime. Antigos funcionários, militares, intelectuais, mulheres e crianças foram levados para S-21. Os prisioneiros eram registados, fotografados, interrogados e torturados; muitos acabaram por ser mortos.

O número exato de detidos é desconhecido, mas as estimativas históricas costumam variar entre 15 mil e 20 mil pessoas. Entre os poucos sobreviventes esteve o artista Vann Nath, cujos testemunhos e pinturas se tornaram parte importante do museu.

Edifícios e exposições

Os antigos edifícios escolares foram adaptados para celas, salas de interrogatório e outras funções prisionais. A exposição apresenta camas metálicas, algemas, fotografias de prisioneiros e documentos. O local mostra como uma escola comum foi transformada numa instituição de repressão.

O arquivo conserva listas, registos de interrogatórios e outras provas que ajudam a compreender o funcionamento de S-21. As fotografias recordam que por trás de cada documento havia uma pessoa, uma família e uma vida destruída.

As pinturas de Vann Nath

Vann Nath sobreviveu, em parte, graças às suas capacidades artísticas. Depois da queda do regime, pintou cenas de tortura, humilhação e condições de detenção. As suas obras complementam os documentos históricos e transmitem a dimensão humana da tragédia.

A tragédia dos Khmer Vermelhos

O regime de Pol Pot governou o Camboja entre 1975 e 1979. O trabalho forçado, a fome, as deslocações, as perseguições e os massacres causaram entre 1,5 e 2 milhões de mortes, segundo várias estimativas. Muitos detidos de S-21 foram transferidos para locais de execução, incluindo Choeung Ek, nos arredores de Phnom Penh.

Um lugar de memória

O museu abriu em 1980 para preservar a memória das vítimas e documentar os crimes do regime. Em 2009, o arquivo de Tuol Sleng foi incluído no Registo Memória do Mundo da UNESCO. Em 2025, Tuol Sleng, Choeung Ek e a antiga prisão M-13 passaram a integrar o Património Mundial da UNESCO denominado Locais Memoriais do Camboja: de centros de repressão a lugares de paz e reflexão.

Visitar o museu

O museu fica na Rua 113, no distrito de Boeung Keng Kang III, em Phnom Penh. Segundo o site oficial, está aberto diariamente das 8h às 17h. O preço indicado para adultos estrangeiros é de 5 dólares americanos e para crianças dos 10 aos 17 anos é de 3 dólares; confirme as condições atuais antes da visita.

Estão disponíveis audioguias e visitas guiadas. Recomenda-se roupa discreta e comportamento respeitoso. A exposição inclui fotografias perturbadoras e testemunhos de violência, pelo que a visita pode ser emocionalmente difícil. Tuol Sleng é um lugar de memória que convida à reflexão sobre a história e o valor da vida humana.

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