Publicidade
IQVEL

Abu Simbel

Abu Simbel é um dos conjuntos arqueológicos mais impressionantes do Egito. Situa-se no sul do país, perto da fronteira com o Sudão, nas margens do lago Nasser. O complexo é formado por dois templos monumentais escavados na rocha por ordem do faraó Ramsés II no século XIII a.C. As estátuas colossais, os relevos de campanhas militares e os santuários dedicados às divindades egípcias fazem de Abu Simbel um dos monumentos mais conhecidos do Egito antigo.

O local também ficou famoso pelo seu salvamento no século XX. A construção da Grande Barragem de Assuão ameaçava submergir os templos sob as águas do futuro lago Nasser. Graças a uma campanha internacional liderada pela UNESCO, os monumentos foram cortados em grandes blocos, transferidos para um local mais elevado e reconstruídos. A operação tornou-se um marco na conservação do património cultural.

Onde fica Abu Simbel?

Abu Simbel situa-se na região núbia do sul do Egito, na província de Assuão. Os templos atuais ficam junto ao lago Nasser, um enorme reservatório criado após a construção da barragem. Na Antiguidade, esta região era uma importante fronteira meridional do Egito, ligada à Núbia, ao comércio, às expedições militares e ao intercâmbio cultural ao longo do vale do Nilo.

O Grande Templo de Ramsés II

O Grande Templo foi encomendado por Ramsés II, um dos faraós mais conhecidos do Império Novo. A fachada monumental é dominada por quatro estátuas colossais sentadas do governante, com cerca de 20 a 21 metros de altura cada. Acima da entrada aparece o deus solar Rá-Horáqueti. Uma das estátuas foi gravemente danificada na Antiguidade, provavelmente por um sismo, e os seus fragmentos continuam junto à fachada.

No interior existe uma grande sala com pilares e estátuas de Ramsés II representado como Osíris. Outras salas conduzem ao santuário, onde aparecem Amon-Rá, Rá-Horáqueti, Ptah e Ramsés II divinizado. Os relevos mostram cerimónias religiosas e o poder real, incluindo cenas associadas à batalha de Kadesh contra o reino hitita.

O Pequeno Templo de Nefertari

A norte do Grande Templo encontra-se o Pequeno Templo, dedicado à deusa Hathor e à rainha Nefertari, principal esposa real de Ramsés II. A fachada apresenta seis grandes estátuas do rei e da rainha. As figuras de Nefertari são quase tão altas como as do marido, uma escolha rara na arte monumental egípcia.

O interior inclui uma sala com colunas, câmaras laterais e um santuário. Hathor estava associada ao amor, à música, à alegria, à maternidade e à proteção. O templo destaca a importância de Nefertari na representação oficial da família real.

O fenómeno solar

Uma das características mais conhecidas do Grande Templo é a entrada da luz solar até ao santuário em determinadas datas do ano. Os raios percorrem o eixo central do edifício e iluminam figuras na parede do fundo. As fontes oficiais egípcias indicam geralmente 22 de fevereiro e 22 de outubro. A figura de Ptah, uma divindade também ligada ao mundo subterrâneo, permanece tradicionalmente na sombra.

O fenómeno demonstra o cuidado com que a orientação do templo foi planeada. O significado exato das datas no calendário antigo continua a ser discutido. A afirmação comum de que o fenómeno ocorre exatamente nos equinócios não corresponde às datas atualmente indicadas pelas fontes oficiais egípcias.

Como os templos foram salvos

Em meados do século XX, a Grande Barragem de Assuão ameaçava inundar grandes áreas da Núbia histórica. O Egito e o Sudão solicitaram ajuda à UNESCO em 1959, e uma campanha internacional para salvar os monumentos núbios começou em 1960.

Durante a década de 1960, os templos foram cortados em grandes blocos numerados, transportados e reconstruídos noutro local. O complexo atual encontra-se cerca de 64 metros mais alto e aproximadamente 180 metros mais para o interior do que o local original. As obras terminaram em 1968 e a inauguração ocorreu em 22 de setembro desse ano.

Os especialistas tiveram de preservar as fachadas, as câmaras interiores, os relevos e a organização espacial. Embora já não estejam no local original, os templos mantêm a sua forma arquitetónica e grande parte do seu significado histórico graças à reconstrução cuidadosa.

Abu Simbel e a UNESCO

Em 1979, Abu Simbel passou a integrar o Património Mundial da UNESCO como parte dos «Monumentos núbios de Abu Simbel a Filas». O conjunto inclui dez componentes arqueológicos na região de Assuão e ao longo do Nilo. A campanha internacional de salvamento decorreu de 1960 a 1980 e tornou-se um exemplo marcante de cooperação internacional na proteção do património.

Factos interessantes

  • O Grande Templo foi escavado na rocha no século XIII a.C.
  • Quatro estátuas colossais sentadas de Ramsés II dominam a fachada principal.
  • O Pequeno Templo é dedicado a Hathor e à rainha Nefertari.
  • As estátuas de Nefertari são quase tão grandes como as do faraó.
  • Em determinadas datas, a luz solar chega ao santuário interior.
  • Os templos foram transferidos na década de 1960 para evitar a inundação pelo lago Nasser.
  • Abu Simbel integra o Património Mundial da UNESCO desde 1979.

Como visitar Abu Simbel

A maioria dos visitantes viaja a partir de Assuão numa excursão organizada ou num transporte privado. Também podem existir voos domésticos para o aeroporto de Abu Simbel, mas é importante confirmar os horários antes da viagem. Devido à localização remota, o transporte deve ser planeado com antecedência.

O sul do Egito pode ser extremamente quente no verão. Os meses mais frescos, do final do outono ao início da primavera, costumam ser mais confortáveis. Leve água, chapéu, proteção solar e calçado adequado. Se quiser observar o fenómeno solar, confirme antecipadamente os bilhetes, o transporte e as regras de entrada. Os horários e preços podem mudar.

Por que visitar Abu Simbel?

Abu Simbel combina escultura monumental, engenharia antiga e arquitetura religiosa cuidadosamente planeada. Mostra como os faraós usavam a arte monumental para expressar autoridade e crenças religiosas. O salvamento moderno dos templos tornou-se também um símbolo da cooperação internacional e da responsabilidade partilhada pela herança cultural da humanidade.

8032
LiveInternet: показано число просмотров за 24 часа, посетителей за 24 часа и за сегодня